Ramiro Torres

Foto: Xacobe Meléndrez

 

Nomeado por:

Alberte Momán

Ramiro Vidal Alvarinho

François Davo

Alfredo Ferreiro

Xosé Iglesias

Nomea a:

Xoán Abeleira

Lucía Aldao

Xosé María Álvarez Cáccamo

Ramón Blanco

Pedro Casteleiro

François Davo

Alfredo Ferreiro

Modesto Fraga

María Lado

Tati Mancebo

Verónica Martínez Delgado

Alberte Momán

Begoña Paz

Ana Romaní

Dores Tembrás


Bio-bibliografía:

Nado na Corunha em 1973. Diplomado em Graduado Social na Universidade da sua cidade natal.

Tem publicado poemas em revistas como Poseidónia e Agália, participando com obras próprias em blogues colectivos como A fábrica, A fábrica da preguiça, O levantador de minas (de Alfredo Ferreiro) e, desde o 2011, no blogue do Grupo Surrealista Galego, onde colabora desde o seu início.

No 2008 participou na carpeta colectiva Áncora no alén, com gravuras de divers@s artistas plástic@s e poemas, dedicada à figura de Urbano Lugrís.

Em 2012 publicou o seu primeiro livro individual, dentro do GSG, Esplendor Arcano.


Poética:

Entender sempre o poético como via (não exclusiva) de conhecimento, como fogo perpétuo disponível no interior do ser humano, a ampliar a Vida numa vidência originária, estranhamente depositada em nós e transportada por meio de uma música verbal desconhecida e, ao tempo, densamente Real.

Em todo caso, os poemas não se explicam, só se transformam em energia obscura em cada leitura, estourando no coração em alquimia fascinante.


Na rede:
Colaborador en “O levantador de minas”

Colaborador en “Grupo Surrealista Galego”

O autor na “Galipedia”

Artigo de “Armando Requeixo” no “Praza Pública” sobre o autor

O “facebook” do autor

 

Poemas:

DE ESPLENDOR ARCANO, 2012.

 

Para Ernesto e Sofia.

 

Corpo de ímanes,

despossuído de olhos,

avaliando a estatura

do mundo que

se ensancha como

órgão iniciático

desta vertigem:

pálpebras abaixo

correm animais

indefinidos,

atravessados por

caminhos de saberes

devastadores e docíssimos,

testemunhas desta

transformação do

ser em amante,

detido no fluxo do

seu grito interior,

tecendo o encontro

na cópula incendiada.

 

De ESPLENDOR ARCANO, 2012.

 

Para Rosa e Akbar.

 

As palavras excitam-se,

orbitam sobre nós até

ordenarem matéria e vazio

num equilíbrio primeiro:

acham a nossa essencial

desnudez no ritmo deste

amor em que volvemos

a uma idade vindoura,

estranhos a tudo,

deitados na vertigem

desta constelação que

se abre em nós e

nos funde em silêncio

subitamente vivo.

 

 

MÚSICA VIDENTE

Para Quico Comesaña e Quim Farinha, com admiração.

O universo irrompe

em música sobre

a nossa vidência,

traspassa como

luz impensável

os poros das cores,

exerce a beleza

incansavelmente

vibrante na

percepção

recuperada

do essencial,

como beijo luminoso

na musculatura

do invisível,

asindo-nos

esta queimadura

à fascinação

da existência.

 

Julho de 2012.

 

ASTRONAUTAS LÍRICOS

Para Guadi, Xabier e Guille, na amizade sideral.

Estremece-nos a líquida
língua ascendida a lactante
matéria do universo,
aprendizes desta ébria
eclosão do real num
cântico arborescente,
enquanto entramos
na velha casa interior
a abrir-se entre as
vértebras do tempo.
Acolhemos a desnuda
beleza a explodir em nós,
perturbados por esta
pura visão pousada
nas entranhas como um
conhecer insubmisso,
atravessando os poros
da consciência até
uma calma iridescente:
inundados de sons,
viramos astros
amando-se no
silêncio zenital,
gravitados por
esta alegria
subitamente
desperta.

Fevereiro de 2011.

 

Da carpeta Áncora no Alén (2008)

O olho multiplica-se em rotas infinitas,
Abre o seu diamante lavrado na noite,
Entre o respirar dos oceanos agochados em si:
Ouve o seu próprio cair sobre as cidades
A abrir portas desenhadas no seu abismo.
Toda a força guardada em séculos vem segurar
Os movimentos das mãos, no seu habitar
Outro tempo assinalador de ilhas intactas.
Levas-nos, perdendo o peso das nossas
Vidas sobre as areias encantadas,
Ao espaço esculpindo-se transparente,
Chamando-nos à luz emergida ante ti.


Vídeo, son, imaxes, +:

X Encontro Milpedras

Unha reflexión sobre “Ramiro Torres

  1. Pingback: chove en ningures » Blog Archive » Reseña e feisbuc

Os comentarios están pechados.