Antom Laia López

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Nomeado por:

Xosé Vázquez Pintor

Nomea a:

Isolda Santiago
Teresa Ramiro
Emilio Arauxo
Claudio Rodríguez Fer
José Alberte Corral
Xosé García (Xosé de Cea) 

Bio-bibliografía:

Melide 1956. Trabalha de mestre em Arçúa. Vive entre Melide e Corunha.

Poesía:

  • NO BALOUÇAR DO VENTO. 2013. Desenhos de Xosé Tomás.
  • AS MARGENS DO TEMPO. Desenhos de Tomás Roures- Próxima saída.-
  • NO CINZEL LIVRE DAS SECURAS. Próxima saída.

Narrativa:
DO MADRID-PARÍS A JACQUES BREL. Em construçom.

Poética:

De sempre…dende a miudez dos tempos-a leitura em estâncias solitárias-amando mesmo antes de saber dos dedos-como vento lizgairo que me mancava nos desejos…

A poesia …esse mistério fecundo-sempre me atravessou-de forma nom sempre lúdica-nom sempre cósmica-nom sempre amante-nom sempre formalmente belida…

Cuspe-se sangue no mundo do terror…mas volve como as queirotas nas primaveras-umha vez e outra-na busca sempre da casa habitada-das palavras…sempre as palavras-sempre elas amantes amadoras nas praias comunais-nas redes escarlate, nas gándaras onde cavei o meu corpo como um ausente…
Na língua na que soubem dos pica-folhas, dos trompos-do esgaravatear dos olhos como vagalumes de ternura-vivências das mulheres nas que tenho gravidado como folha acquosa na que nadei em corpo-como o nascer do tempo no que vim as ponlas enverdecer e medrar-tam aginha como os azuis do céu que me assoalha…

…significa que o mar nos foi deixando
solitarios-
como ás bestas
e non puidemos derruba-la esperanza—

mas as palavras-na lingua do leite que se maçou nos tempos-como o queijo da tataravó que permanece, nesse sabor agre e doce que é a vida-sendo sempre as palavras do poema-o regresso-espelhos rotos, nas miradas das crianças…

tens um menino nos olhos—

como temos borboletinhas de futuro, sempre carregadas de urces e chorimas-amadurecendo nos versos, neste nosso tempo-de maçás rubias-jazendo no morar das ausências, terriveis desatinos —

Nosso país-como barquinha des-profundado-nossas palavras-esnaquiçadas nos vidros, no balouçar do vento, como chuva-enxergando luzes de vitória—-

Na rede:

O “facebook” do autor
A Mouchinha Branca
Mais do autor

Poemas:

MULHER CEIVE LIVRE PATRIA. (no balouçar do vento)
a Teresa, companhéira.
Mulher ceive de livre patria
fito dentro e alvisco-te inteira
e permaneces plena na memória.
Hoje em ti estou na longa espera
como folha averdecida pola água.
Amor-amante altivo e solitário
que te procura noite a noite em desespero,
noite a noite nos anseios.
Mulher ceive livre patria, mulher amada!
enmergulho nos teus seios minha alma
que fondamente no mais fondo te penetra.
Mulher livre patria,em ti espedadaço-me
anaco tras de anaco para acochengar-me
no liquem fresco das tuas carnes
no liquem fresco das tuas carnes
como folhas averdecidas polas águas.

 

 

 

E NOM NAVEGO MAIS RÍO QUE O TEU CORPO. (no balouçar do vento)

O nosso amor une-se subterrâneo
como as mâos agretadas de trabalho,
como os grâos de milho serodio,
como o río que no poço desemboca!

Nosso amor, sinal acesa nos espaços,
como os olhos que se abrem e se fecham,
como as lilás que tardias arrecendem,
como labres que se bicam fondamente!

O nosso amor, águas navegaveis surcando
nos seios frondosos da selvagem,
plenitude azul de tudos os anseios.

O nosso amor que se une subterrâneo
nas noites furiosas dos abraios,
fértil arvoreda na Fraga dos Esqueços.

E nom navego mais rio que o teu corpo!

 

 

 

MULHERES (no cinzel livre das securas)

Longos cravos espetados
nos corpos, nas coxas, nos seios
cabo do mundo de elas.

Fecharon-lhes as cancelas para
traguer-lhes a nuite nos menceres.
oxidaron-lhes as mâos com
grilhotes de ferro encadeadas…..

Fecharon-nas, cravaron-nas, oxidaron-nas
em séculos murchos de dominio.
como bestas de arrastre forom
usadas, calumniadas, explotadas,
violadas, assassinadas, matadas.

Cortaron-lhes as linguas para que
nom falaram e os olhos para que
nom fitaram….

Tentarom choe-las na miseria,
na escravitude, no silêncio,
nas covas do medo e da tortura.

E elas, soinhas e balteiras, marias
comunais de mâos e vigor,
escano a escano tras escano:
resistirom, termarom, rebelarom
para verquer nos horizontes,
passo a passo,umha trabe de
ouro e dignidade

 

 

ÁFRICA. (no cinzel livre das securas)

as faces negras da gente
exprimindo ausências,
os olhos pretos das meninas
olhando-se ao longe,
as mâos entrelaçadas
em lombos aranhados,
o deserto em ilhas de soidade,
ébano,
negro sobre preto,
Ángola, Moçambique,
Guiné-Bissau, Cabo Verde,
a voz da dozura dos pés descalços,
Pepetela, Mia Couto, Amilcar Cabral,
negritude na que
ninguém impedirá a chuva
nem o cheiro novo das florestas depois da chuva,
ninguém poderá silenciar a dança nem o rufar do tambor,
Agostinho Neto, a palavra nua, preto derriba de preto,
negro sobre negro em olhos limpidos,
S.Tomé e Principe,
ébano,
onde os poetas acendem as estrelas,
onde a companheira canta na sanzala,
a camarada negra deitada sobre a esteira
na África preta, na África negra,
no cinzel livre da secura,
nas mâos agretadas da esperança.

 

 

 

pero yo cuando te hablo a ti… palabras para Julia. j.agustin goytisolo

PALAVRAS A DOA. (as margens do tempo)

Medrou a lua e aquel bonequinho permanece
neste meu coraçom de brasa que se apaga,
nestas horas de recordo ,nestes segundos
de tanta busca balouçando-me na tua espera—

Medrou a lua e o sol tardio bate nos meus olhos
e queima de ansiedade as minhas mortas horas,
escrevendo cum giz no vento que me sufoca o
dor que me espinha na amanhâ que me alboreja.

Medrou a lua nos diálogos sonâmbulos da noite
onde jogo decote cos sonhos que persistem,
como essa água da fonte que frecuentemente
molha de lágrimas a minha secura de outrora.

Medrou a lua e ti segues como os amorodos
que o avó recolhia na Cabana para encher de
sabor livre o quarto da Casa Velha,onde vivem
todos os presentes guardados naquela artesa.

Medrou a lua e disque as flores ainda vivem
e sonzinho tenho que bicar-te na tua meixela.
para que saibas que os meus dedos nom se
apartam dos meus sonhos nem das esperas…

Medra a lua hoje-caminho de tantos caminhos,
e quero que saibas que tudo permanece,
como as nanas daquel livrinho de palhaços ledos,
nas que imaginavas um mundo ateigado de soles.

Medra a lua-filha-agrandando-se cara os Tessos
daquel Taro Branco, naquel confím da encruzilhada,
para que voltem cara os mundos que deixamos
o arrezender das águas que abrolham no retorno.

Medra a lua, e tudo fica e tudo transcorre e segue
e nas minhas palavras sempre a Mouchinha Branca—

 

 

ESCOLA.

Tens um menino nos olhos. Kha Tembe. (as margens do tempo)

Ainda tes um neninho de luz nos olhares
e recordas-te naquel escano de freixo
onde olhavas as letras cinzeladas na
piçarra preta
onde debuxavas um sol um mundo e umha árvore
e contavas um conto de poucas
palavras.

Pássaros esvoando no ar cálido
dos seráns no regresso entardecido
onde ainda achas recordos de secretos
guardados no peto fondo da memória.

 

Vídeo, son, imaxes, +:

Apresentaçom Balouçar do vento

No Balouçar do vento

Isaac Xubín

Isaac Xubi-n BN

Nomeado por:

Xosé Daniel Costas
Ledicia Costas
Xabier Xil Xardón
Serxio Iglesias

Nomea a:

Xabier Xil Xardón
Ledicia Costas
Anxo Angueira
Chus pato
Elvira Ribeiro Tobío
Yolanda Castaño
Xavier Cordal

Bio-bibliografía:

(A Coruña, 1978)

Licenciado en Filoloxía Galega pola Universidade de Vigo e mestre en Política lingüística e planificación da lingua galega.

Estudou nos Salesianos da Coruña e no Instituto Sánchez Cantón de Pontevedra, cidade onde empezou a xogar ao rugbi e escribir os seus primeiros textos literarios.

Como creador ten publicado obras de poesía: Elementos de matemática (2002), Lisboa (2004)e Con gume de folla húmida (2012), poemario co que obtivo o premio da XXIV edición do Certame Eusebio Lorenzo Baleirón; e de narrativa curta: Château Bobcat (2009) e Le pied de Julien DuPuy (2011), ambos os dous primeiro premio do certame Os Viadutos de Redondela.

Como profesor e investigador elaborou un dicionario bilingüe galego-éuscaro, foi lector de lingua e cultura galegas no Colexio Universitario de Cork entre os anos 2009 e 2012. Na actualidade escribe a súa tese de doutoramento, unha aproximación ás relacións entre literatura e gastronomía.

Como tradutor publicou traducións entre as que destacan Pasaia Blues, de Harkaitz Cano; Bilbao-New York-Bilbao de Kirmen Uribe; e Sete poetas vascos, escolma de poesía vasca pola que gañou o premio Loís Tobío á mellor tradución do ano 2012.

Como deportista afeccionado xogou ao rugby no Mareantes de Pontevedra e no Universidade de Vigo. Tamén xoga ao fútbol gaélico e vestindo as cores da Selección Galega participou no histórico encontro internacional Galiza-Bretaña, celebrado en Narón o 21 de xullo de 2012.

Manténn o blog de rugbi Melé a cinco no xornal electrónico Praza Pública.

Na rede:

Caderno do autor
O autor na “Galipedia”
O autor na “AELG”
O autor no “Caderno da crítica”
O autor no “Criticalia”
O “facebook” do autor
O “Twitter” do autor

Poemas:

Catálogo de bois

Escribo dende as engurras do lenzo da lúa,
da memoria e das frías mans cos dedos xuntos, amalloados, tortos, anoados entre si
pois hai unha vella forca na árbore da lingua.
Podes ver aló entre a néboa da Illa do Cobo
o vermello gando groso da nosa xinea?
No húmido Porto de Bois á beira do Lérez,
non digo Oxford ou Lagoas de Vigo acaso.
Eu digo Pontevedra.
Como unha buxa para cinguir a cabeza ao corpo
é prata ou fonema mineral o que lampexa
entre as magras febras dos músculos que conforman, que artellan o pescozo daquelas oito bestas.
Velaquí o barroco requintamento da lenda
que teceu o arguina, a forza eterna da tradición
que permanece dos ollos no centro da córnea.
Con eles vai o pequeno barroso, o profeta,
o Home Número 9 que observa as proporcións,
as ensinanzas sobre as medidas da beleza
que noutrora lle foron referidas, dadas,
aquel que pescou o salmón oval e se alimentou
da carne mol das lendas que recitaba o mestre. Apenas non cabe na conca das mans dos nenos
un pouco de Galicia, auga e herba pero é grande
a medida de soño se o rapaz ten forza
para termar, soster o cabo esgrevio do adival
que fai do carro e das bestas unidade: melé,
voz de mando que os acode, que os empurra
ou dille forma de balón oval á perfección.

O pequeno pegureiro, o Home Número 9, recita o versículo sagrado da tradición oral que percute no espírito perante o testemuño do resíduo do bronce a escoura,

aquel que lembra que neste mundo hai unha verdade só: sermos Nós é a única Vitoria.

 

 

 

O camiño da tinta

Diante dunha pinta de cervexa stout

Asubía metálica a billa de cervexa
ao deitar da pinta no vidro do vaso
o resolio como bronce para quencer o peito,
o líquido negro que dará leito aos semas,
aos significados estrados sobre as táboas,
nos recunchos e nos tallos da taberna.
Eu vivía na chantaxe emocional da ferramenta,
do arado cando non quere avanzar e a rella que tropeza
cos croios soterrados,
a decepción,
a frustración de non xunguir na inercia a lingua
cos tendóns das man e avanzar
polas follas paseniño coma os bois.
Eu temía o suicidio da musa,
a hecatombe,
o sacrificio,
o exceso do cheiro da graxa queimada das cen bestas
que traen o verso e van coas letras.
Eu non lembraba
o camiño da tinta ou anzó como berce e verme no bico caendo do labio, eu non recordaba
as orelleiras do arado vesando nos papeis para deitar nos sucos
o que é sublime da derrota cando afoga.
E agora que estou
perante a presenza irlandesa da stout,
namentres agardo a que a escuma calle no bordo da medida,
en tanto me delatan as mans do tempo e o silencio
dos meus pés sobre un chan de madeira
disposto a rir ante calquera suxestión,
en tanto volvo encher parágrafos,
escribir grafemas e palabras nos costeiros de cartón
coa esperanza de poder discriminalos,
identificalos entre o monte de noites planas
que teño en colección,
eu son consciente de que teño medo a non ser abondo rápido
para executar os meus pecados,
de que a lingua é un delirio e de que as cousas importantes
empezan
cando todo se vén abaixo.

Vídeo, son, imaxes, +:

O autor no “Vimeo”

A Mestra (Isaac Xubín) from Isaac Xubín on Vimeo.