Pedro Casteleiro

 

 

 

 

 

 

 

Nomeado por:

Ramiro Torres

François Davo

Alfredo Ferreiro

 

Nomea a:

José Antonio Lozano

 

Bio-bibliografía:

Pedro Casteleiro nasce em Ferrol em 1968, ainda que cedo se estabelece na cidade da Corunha. Faz os estudos da Licenciatura em Direito na Universidade de Santiago de Compostela e enceta então uma tarefa de publicação de livros, artigos e direção de revistas (Folhas de Cibrão, Poseidónia…). Ainda em Compostela, publica seus primeiros textos poéticos, na revista universitária Ólisbos, pelo final dos anos 80. Ganha por duas vezes o prémio nacional de poesia da Associação Cultural O Facho, da Corunha, e recebe o accessit do certame Bouça-Brei. Durante os anos 90, já a morar na Corunha, onde  reside na atualidade, faz parte do grupo poético Hedral; com este coletivo lança a antologia7 POETAS/CORUNHA 1995. É colaborador do blog literário O Levantador de Minas e do Observatório Galego da Lusofonia, pertencente ao Instituto Galego de Análise e Documentação Internacional. O seu trabalho poético foi causa, passou a ser meio e veu a ser apenas consequência do exercício de uma outra arte –de viver– mais anónima, ao mesmo tempo arte maior e menor.

 

Na rede:

O autor na “Galipedia”

O “facebook” do autor

Máis do autor

 

Poemas:

Especula

esta canção ao peito,

menino aberto

em tempo morto,

para a flor do entendimento abrir nas

medulas do nosso pensamento,

 

floresce soberana

nos corredores do corpo,

na assolação dos seus invernos.

Para que uma humanidade nova

levante a sua coroa de incêndios

e prenda a luz

na cabeça dos

guerreiros,

na boca negra dos cisnes,

numa palavra nova

que esperava ser radiada

e transmutada no sangue.

Ramiro Vidal Alvarinho

 

Nomeado por:

Miguel Ángel Alonso Diz

Rosa Enríquez

 

Nomea a:

Begoña Paz

Celia Parra Díaz

Ramiro Torres

Gonzalo Hermo

Alba Méndez

Ramón Blanco

 

Bio-bibliografía:

Nasce em 12 de Março de 1973 em Ferrol,  no seio de umha família trabalhadora. Morou até a sua adolescência na comarca de Ferrol, e aos 14 anos desloca-se a Oleiros, na comarca da Corunha onde reside na atualidade. Começa a sua trajetória poética no coletivo Versos Suicidas, vinculado à Ocupa da Ria. Participa em multidom de recitais, a maioria organizados por entidades ligadas ao movimento popular. Já percorreu boa parte do país e mesmo tem saído das fronteiras físicas da Galiza para recitar publicamente a sua poesia. O Festival da Terra e a Língua, em Narom, o certame Poetas na Rua, em Poio ou o Raias Poéticas, em Vila Nova de Famalicäo som algumhas das citas literárias nas que tem participado.

Participou em multidom de ediçons coletivas e em solitário publicou “Mares de queijo” (em formato eletrónico) com AGAL e “Letras de amor e guerra” com Q de Vian Cadernos


Poética:

A poesia é umha terra livre onde as regras da ténica estám para desafiar e transgredir. O fundo e a forma tenhem umha aliança cuja norma suprema é incitar ao pensamento e à emoçom. A poesia é ginástica e militança. Na poesia, o combate é contínuo. É a forma mais atlética de literatura.

 

Na rede:

O autor en “BVG”

O “facebook” do autor

O “Twitter” do autor

Artigos do autor no “Praza Pública”

 

Poemas:

Adeus às armas

 

O meu fato a prova de armas nucleares

Os meus propulsores aéreos ultra-sónicos

A minha pistola de raios destrutores

Os meus projectís de inteligência biónica

Os meus óculos de ultra-visom

 

Dormem o seu derradeiro sono

A minha idade desterra-me

Do exército nocturno de guardians da cidade

Já nunca mais, camaradas

Deambularei polas tebras da urbe

 

Éramos um exército invencível

Secreto, apenas para iniciados

Luitávamos numha guerra

Invisível e sem tréguas

 

Mas o meu super-herói já nom joga

Morreu com a sua adolescência

Suicidou-se na travesia dos anos

 

Ciprestes de traço trágico

-sóbria e solene tinta negra-

Velam o seu descanso

Salve, valente soldado!

Que o Valhalla da lembrança te guarde!

 

Vencerá a estirpe, baixo esta bandeira corsária

Porto rebelde proclamado, no meio de feras augas

 

Eu, albatros irredutível, alço a espada

Tu, areia cálida, praia desejada,

Tinge-me do sal da liberdade

 

Quero chantar a semente pirata neste limbo

E proclamar a República dos abraços livres


 

Rompe a maquinária com a que fabricaches

O trono divino do sátrapa

O tálamo de luxúria santa do vampiro

A felicidade hiper-protéica das suas urbanizaçons de luxo

O pundonor sexual dos seus carros de gama alta

 

Queima essa fábrica

Esse centro de tortura no que assassinam as tuas horas

No que sequestram a tua criatividade

No que humilham a tua ternura

 

Reventa o cárcere onde especulam com o teu salário

Onde aniquilam os teus sonhos

Onde reinventam esse misterioso jogo no que sempre perdes


 

Lume, libertador e purificador

Redentor, criador de justiça

E destrutor da bijutaria esplendorosamente blasfema

Do urbanismo hipócrita burguês

 

Lume para as montras, janelas a paraísos prohibidos

Feitos de exploraçom sintetizada

 

Lume, para a sua ordem e a sua paz social

Para a carrinha que caça carne humana

 

Lume para as suas solemnes fatorias de legislaçom

Para a sua fantasmagórica institucionalidade

 

Um glorioso incêndio que nos permita renascer…


 

Caminho por vós, veias daquele clamor

Rios de revoluçom latente

Na épica de cada gesto

Na emoçom de cada golpe

 

Inclino-me ante a dignidade dessas linhas de história recente

Conmovo-me na lembrança daquelas lapas

 

Cada linha escrita na batalha, fica gravada nas pedras e no asfalto

Cicatrizes de orgulho de classe

Fervor do vermelho sonho

 

Caminho por vós e respiro

Aquela cançom de guerra

Essa que marca o passo

Dos que vam luitar

 

Nos teus recunchos e paredes

Está a memória dos combates e as geraçons


Vídeo, son, imaxes, +:

O autor no “YouTube”

“Raias poéticas”